sábado, 2 de maio de 2026

SOLIDAO

 Por IDA NUÑEZ, de São Paulo.


A solidão virou hábito. 

Não sei se isso é consciente para todos, mas estamos cada vez mais solitários. 

Vivemos num mundo virtual, com reuniões por vídeo, mensagens em grupos de WhatsApp, textos, áudios, e assim acabamos sacrificando nossa percepção. 


Quando estamos presentes, a comunicação é mais rica, pois observamos o corpo, as expressões faciais e o tom de voz.


Existe mais velocidade, mas, acima de tudo, mais percepção. Quando trocamos mensagens, o texto é frio. 

A gentileza de um “bom dia”, um café que tomamos juntos ou mesmo um bate-papo sobre o clima, uma notícia ou simplesmente sobre o trânsito acaba revelando muito mais de nós do que uma digitação. 

Isolados em nossas bolhas de solidão, olhamos para o mundo a partir do nosso umbigo, e isso é muito natural, pois estamos sempre buscando nossa comodidade. Mas, penso que podemos estar criando padrões de comportamento que estão influenciando nossa vida sem nem mesmo notarmos. 


Listei 3(três) que observo no dia a dia e que me preocupam.


✅ Nos comunicamos com prompts: hoje, o relacionamento no trabalho muitas vezes se dá por mensagens enviadas a todo momento. Eu mesmo já me vi mandando um texto para perguntar se uma colega havia lido um e-mail. Nossa linguagem, assim, se torna cada vez mais direta e, muitas vezes, rude. Vale reforçar a gentileza. 

✅ Estamos menos presentes: vejo pessoas que sempre se desculpam por não estarem presentes nos encontros. O conforto de casa e a comodidade de não enfrentarmos o trânsito e os perrengues não nos motivam a abandonar nossos espaços. A consequência é que vamos nos afastando das pessoas. Reserve tempo presencial para as pessoas que você ama. 

✅ Falamos menos: passamos mais tempo sozinhos, e é natural que o número de conversas às quais somos expostos diminua. Com isso, vejo gente totalmente contrária ao contato direto. A mensagem de texto é sempre a prioridade; falar ao telefone é algo irritante. Ao vivo, presentes, o diálogo é difícil, e as pessoas, mesmo estando com amigos, voltam para suas telas. Um fenômeno que às vezes me dá a sensação de que estamos reforçando a timidez. Quando estiver com outras pessoas se divertindo desligue seu telefone. 


Sei que tudo isso está relacionado a como usamos a tecnologia.

Esse assunto é recorrente nas minhas leituras, estudos e artigos.

Nessa hora, gosto de lembrar do diferencial do humano. 

Sou apaixonado por nossa inventividade, pela capacidade que temos de criar coisas. 

Você já se deu conta de como somos criativos e de como surpreendemos? 

Penso que não existe limite para a criatividade humana; todos os dias, alguns de nós desafiam as possibilidades, tentando fazer algo que alguém acreditava ser impossível. 

O problema é que, muitas vezes, as novidades mudam nossos comportamentos. 

A tecnologia nos envolve como água: depois de um tempo dentro dela, não notamos mais sua influência. 

Aprendi com David Foster Wallace, que o peixe não entende a água em que foi criado, pois nasceu e viveu dentro dela a vida toda.

Enquanto uma tecnologia é nova, ela é percebida; quando se torna comum, não notamos mais seu impacto. 

Gerações futuras têm muita dificuldade de entender sua influência, pois, como o peixe, estão imersas nela.

Esses três hábitos que relacionei acima são exemplos de comportamentos gerados a partir da adoção de tecnologias.

A grande questão é que muitos deles podem nos trazer tristeza, infelicidade e solidão.

Vivemos num mundo com pessoas doentes que não sabem que estão doentes. 

Se você puder, reveja alguns de seus hábitos.

Esteja presente nas reuniões, participe ativamente. 

Se o papo for virtual, abra sua câmera. Você vai notar que as pessoas sentem muita falta de você. 

Boa semana!


Foto FC


domingo, 5 de abril de 2026

Antes de tudo...

 Antes de tudo...


Antes de tudo, Deus estava recolhido em si mesmo.

Mas, num ato contínuo de Amor, Ele se abre —

expandindo, a partir de Si, todo o Universo.

O Universo é Deus expandido em forma de Amor.


A Abertura é esta ação divina de abrir a si mesmo.

Toda a Vida, como a conhecemos, é manifestação desta abertura e expansão.

Fechar-se é tentar conter a Vida — e a Vida não pode ser contida.


Com a Abertura, surge a respiração.

É por ela que a Vida entra em nós... e sai de nós.

Se a respiração cessa, a Vida se retrai.


Viver é permanecer aberto.

Respirar é participar do sopro que criou o mundo.

A Abertura é o gesto contínuo de receber a Vida

e de criar vida a partir dela.



---


O Movimento


Da Abertura nasce o Movimento.

O Amor, ao expandir-se, põe-se em fluxo.

Tudo vibra, tudo respira, tudo se transforma.


O Movimento é o sopro da Criação —

o ir e vir que sustenta o ser.

É o Amor em ação, o desejo divino de conhecer-se em forma.


Quando o movimento interno se alinha ao ritmo da Vida,

a existência se harmoniza.

Tudo o que se move em Amor

encontra o caminho de volta à fonte.



---


O Silêncio


O Silêncio é o intervalo em que não existe o fora nem o dentro.

É o descanso do Movimento contido no próprio movimento.

Sem Silêncio não há encontro consciente com o Eu de onde tudo se originou.

O Silêncio é o tempo sem tempo.



---


A Contemplação


O Movimento alinhado e o Silêncio revelador

são expressões puras da Vida.

Ambos são ações em harmonia com o fluxo divino.


Uma forma perfeita de alinhamento com a Vida

é o estado de Contemplação.

Contemplar é ser testemunha da Abertura,

do Movimento e do Silêncio sagrados.


O Amor em nós reconhece, na Contemplação,

o Amor divino manifestado em tudo como Beleza.

E, a partir dessa visão amorosa,

ressoa a forma perfeita de existir —

como Deus, na gênese, reconhece

que tudo o que criou é bom.


Tudo o que criamos em estado de Amor é bom.

Tudo o que nasce desse estado é belo.

Contemplação é este estado amoroso —

onde o olhar e a criação se tornam um só ato.


Adnan Brentan

terça-feira, 10 de março de 2026

♻ classificação de plastico

♻♻♻ 



♻️ 1 – PET (Polietileno Tereftalato)

👉 Usado em garrafas de refrigerante, água, óleo e embalagens de alimentos.
✅ Reciclável e muito reaproveitado para fazer novas garrafas, tecidos e fibras sintéticas.



♻️ 2 – PEAD (Polietileno de Alta Densidade)

👉 Presente em frascos de shampoo, detergente, tampas e embalagens de produtos de limpeza.
✅ Altamente reciclável, resistente e reutilizado para fazer baldes, tubos e sacolas.



♻️ 3 – PVC (Policloreto de Vinila)

👉 Usado em canos, fios, revestimentos e alguns tipos de embalagens.
⚠️ Dificuldade na reciclagem, pois libera substâncias tóxicas quando queimado.



♻️ 4 – PEBD (Polietileno de Baixa Densidade)

👉 Encontrado em sacolas plásticas, filmes e embalagens flexíveis.
✅ Reciclável, mas precisa de coleta seletiva específica.



♻️ 5 – PP (Polipropileno)

👉 Usado em tampas de garrafas, potes de iogurte, canudos, embalagens de alimentos e tecidos não tecidos (como máscaras).
✅ Reciclável e muito versátil.



♻️ 6 – PS (Poliestireno)

👉 Conhecido como isopor. Usado em copos descartáveis, bandejas e embalagens de alimentos.
⚠️ Reciclável com dificuldade, pois é leve e volumoso.


♻️ 7 – OUTROS (plásticos diversos ou misturas)

👉 Inclui materiais como policarbonato e acrílico, ou misturas de vários tipos de plásticos.
⚠️ Reciclagem complexa e menos comum.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Equilibrio -16ºolhar

 Leis do equilibrio

Justiça 

Real, o que é bom para todos... não questione, apena viva indempendente do que receb da vida.

Diplomacia

Todos os lados tem um motivo respeite.

Belaza

O meu olhar é diferente do seu, entenda e questione.

Sobrenatural

As vezes  confiar para preservar a paz

Amor

Plenamente de um sentimento em sua pureza onde encontra essa liberdade

Alquimia emocional

A compreensao da soma de cada ponto que se mistura  nos movimentos da vida

Inspiração

Mente aberta e livre para encontrar no olhar compreender os traçados da inovação

Paz

O rela equilibrio.

Sabe como selecionar?

O que for verdadeiro viva e compartilhe.

O que for bom ou fizer o bem, te cerque e se propague.

O que tiver utilidade desenvolva e multiplique.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Os Anos que Me Restam.

 Este belo texto de Pablo Neruda.

Os Anos que Me Restam.


“Nunca tinha pensado nisso desta forma, até que uma manhã, com o café fumegando, compreendi que os anos que tenho… já não os tenho.

Sim, soa estranho, mas é a verdade. Aqueles anos que digo ter já se foram, permanecem em fotografias, em risos antigos, em amores que já não doem, em roupas que já não me servem e em sonhos que mudaram de forma.

Os verdadeiros anos que tenho são os que me restam para viver, os que ainda não me viram rir às gargalhadas, os que ainda guardam um abraço, uma conversa sob a lua ou um brinde inesperado.

Nesta idade, compreende-se que o tempo já não se mede em velas ou novas rugas, mas em momentos valiosos, em risos que se prolongam e em silêncios que não nos pesam.

Quero passar os anos que me restam devagar, sem pressa, com a calma de quem já não precisa de provar nada. Já não me preocupo se o relógio está a correr.” Ou se a vida mudar de planos. Que ela siga seu curso, que mude, que me surpreenda.


Tudo o que eu quero é que os anos que me restam sejam meus, verdadeiramente meus… vividos com a alma aberta, o coração em paz e a certeza de que tudo o que fui, com meus erros e acertos, me trouxe até aqui.


E aqui estou eu: tomando café, observando a vida passar pela janela, grato pelos anos que já não tenho… e abraçando com carinho aqueles que ainda viverei.


FELIZ ANO NOVO