Antes de tudo...
Antes de tudo, Deus estava recolhido em si mesmo.
Mas, num ato contínuo de Amor, Ele se abre —
expandindo, a partir de Si, todo o Universo.
O Universo é Deus expandido em forma de Amor.
A Abertura é esta ação divina de abrir a si mesmo.
Toda a Vida, como a conhecemos, é manifestação desta abertura e expansão.
Fechar-se é tentar conter a Vida — e a Vida não pode ser contida.
Com a Abertura, surge a respiração.
É por ela que a Vida entra em nós... e sai de nós.
Se a respiração cessa, a Vida se retrai.
Viver é permanecer aberto.
Respirar é participar do sopro que criou o mundo.
A Abertura é o gesto contínuo de receber a Vida
e de criar vida a partir dela.
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O Movimento
Da Abertura nasce o Movimento.
O Amor, ao expandir-se, põe-se em fluxo.
Tudo vibra, tudo respira, tudo se transforma.
O Movimento é o sopro da Criação —
o ir e vir que sustenta o ser.
É o Amor em ação, o desejo divino de conhecer-se em forma.
Quando o movimento interno se alinha ao ritmo da Vida,
a existência se harmoniza.
Tudo o que se move em Amor
encontra o caminho de volta à fonte.
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O Silêncio
O Silêncio é o intervalo em que não existe o fora nem o dentro.
É o descanso do Movimento contido no próprio movimento.
Sem Silêncio não há encontro consciente com o Eu de onde tudo se originou.
O Silêncio é o tempo sem tempo.
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A Contemplação
O Movimento alinhado e o Silêncio revelador
são expressões puras da Vida.
Ambos são ações em harmonia com o fluxo divino.
Uma forma perfeita de alinhamento com a Vida
é o estado de Contemplação.
Contemplar é ser testemunha da Abertura,
do Movimento e do Silêncio sagrados.
O Amor em nós reconhece, na Contemplação,
o Amor divino manifestado em tudo como Beleza.
E, a partir dessa visão amorosa,
ressoa a forma perfeita de existir —
como Deus, na gênese, reconhece
que tudo o que criou é bom.
Tudo o que criamos em estado de Amor é bom.
Tudo o que nasce desse estado é belo.
Contemplação é este estado amoroso —
onde o olhar e a criação se tornam um só ato.
Adnan Brentan