Google

sábado, 11 de agosto de 2007

Quando as brumas se dispersam, ela surge – A Alta Sacerdotisa



Quem é esta dama silenciosa, que desliza por sobre

o mármore com seus pés alvos e pequenos?

Quem é este ser que se confunde com as brumas e,

desfazendo-se, deixa somente um perfume de incenso no ar?

É a mulher em alma e presença, que mesmo sem ser totalmente

e humana fêmea, ainda assim emite o tom exato do feminino em tudo que toca.

De todos os muitos e lindos aspectos da sacerdotisa, o que mais gosto

é o papel de intermediária entre os mundos superior e inferior,

dos vivos e dos mortos, do visível e do invisível.

Ela é Perséfone que alterna seus dias ao lado do amado Hades,

deus dos Mundos Inferiores, e da mãe Ceres, que garante

a fértil colheita na superfície do planeta.

Ela é Morgana, que passeia por Camelot, interage com os cavaleiros,

e ao mesmo tempo atravessa para o Mundo das Fadas ou chama

a barca que a leva até Avalon, fora do tempo e do espaço.

Ela é o silêncio que tudo diz, pois fala diretamente à alma.

Ela é o segredo o mistério, a intuição, a percepção.

Enquanto o Mago traz o templo para o nosso mundo concreto,

a Sacerdotisa nos leva ao templo, faz com que nossos corpos

percam a densidade e entrem em outras dimensões,

outros planos, outras realidades.

Olavo Bilac escreveu o texto abaixo e batizou-o de A Montanha,

mas eu, com o devido respeito, preferia vê-lo como

uma homenagem sutil e divina à sacerdotisa...

Um comentário:

Literarura & Arte disse...

Amei!!! Gente, que legal!!! Até copiei para mim!!!!
Lindo!!!!
bjs